Nelsinho admite conversa com as novas equipes

4 08 2009
Os freios não aquecidos fizeram Nelsinho ir na brita no GP da Austrália de 2009

Os freios não aquecidos fizeram Nelsinho ir na brita no GP da Austrália de 2009

Nelsinho Piquet, filho do tricampeão mundial Nelson Piquet e recentemente demitido da Renault admite conversar com as equipes “novatas”, que entrarão na F1 ano que vem: Campos, Manor e USF1.

“Tem equipes novas entrando ano que vem. Estamos conversando com donos de equipe, com todo mundo. Estamos dando tempo para poeira baixar e continuar mantendo o contato. Vamos continuar indo para as corridas e montar um plano e começar a trabalhar”, afirmou Nelsinho, em entrevista à Jovem Pan.

“A primeira coisa eu ia pedir para meu pai me acompanhar sempre. A bola de neve começou ano passado. Se ele tivesse desde o começo isso não aconteceria. Isso foi atrapalhando e acabou enfraquecendo em vários pontos. Isso foi o grande erro talvez. Acho que não foi um erro entrar para Renault. O Ricardo, que trabalha comigo lá na Renault, fez de tudo para as coisas melhorarem. Eu era muito feliz com meu time na equipe, mas a parte política é muita chata e influencia muito”, comentou.

Nelsinho disse também que Briatore está com medo de perder o bicampeão Fernando Alonso para Ferrari, o que pode acontecer já no ano que vem.

“Eu no lugar dele (Alonso) faria a mesma coisa. Ele tem moral na equipe e conseguia o que queria. Se eu fosse bicampeão teria feito igual. Ia querer treinar mais, ter as melhores peças. Ele é muito inteligente e o Flavio tenta agradar de todas as formas para não perder ele para Ferrari”, explicou Nelsinho.





Nelsinho diz que Briatore foi seu carrasco

3 08 2009

Nelsinho Piquet, demitido pela Renault, disparou contra seu ex-chefe Flavio Briatore. Em comunicado oficial brasileiro, ele reclama das diferenças entre seu carro e o do ex-companheiro Fernando Alonso, além de falar que desaprova o trabalho de Briatore na Renault.

“Eu sempre acreditei que ter um manager seria fazer parte de uma equipe e que teria nele um parceiro. Um manager deve encorajar, apoiar e fornecer oportunidades. No meu caso foi o contrário, Flávio Briatore foi o meu carrasco”, diz Nelsinho.

“O caminho para a F1 sempre foi complicado, e meu pai e eu, por isso, assinamos um contrato de management com o Flavio Briatore. Acreditávamos que seria uma excelente opção, pois ele possuía todos os contatos e as técnicas de negociação necessárias. Infelizmente, foi aí que o período negro da minha carreira começou”, explica o brasileiro.

“Em inúmeras ocasiões, quinze minutos antes da classificação e das corridas, o meu manager e chefe de equipe me ameaçava, dizendo que se eu não conseguisse um bom resultado, ele já tinha outro piloto pronto para colocar no meu lugar”, comentou.

O piloto foi demitido por não fazer nenhum ponto no campeonato, nas 10 corridas disputadas até agora. Nelsinho diz que seu fraco desempenho é a diferença entre seu carro e o do bicampeão mundial Fernando Alonso.

“Para a temporada 2009, Flavio Briatore, atuando novamente na função de meu manager e também de chefe de equipe da Renault F1, me prometeu que tudo seria diferente, que eu teria a atenção que merecia mas nunca havia recebido, e que teria pelo menos ‘igualdade de condições’ dentro da equipe (…). Infelizmente, as promessas não se transformaram em realidade novamente”, reclama o brasileiro.