Vatanen enaltece importância dos construtores e das equipes no automobilismo

10 08 2009

Ari Vatanen, um dos candidatos à presidente da Fia enalteceu que a voz das equipes têm que ser levada em conta assim de forma que elas não  abandonem competições internacionais.

Se Jean Tody, outro candidato revelou seu projeto, Vatanen deverá fazer o mesmo até o fim dessa semana.

Em entrevista ao site Autosport Vatanen permanece confiante quanto às eleições.

 

“Sei que as equipas não votam. Como sempre disse, e eu era totalmente independente no Parlamento Europeu, tenho constantemente votado contra os fabricantes porque quando analisei qualquer legislação fazia-o sempre a partir do ponto de vista do consumidor. Sempre fui a favor da liberalização e do desmantelamento de quaisquer monopólios. Mas, na F1, as equipas são os clientes da entidade reguladora do desporto, onde chegam com o seu dinheiro, e não com o dinheiro da entidade reguladora. Então, como posso dizer que são elementos externos? Se elas se vão embora, porque dizem que as tenho tratado mal, quem sofre? Eu e os meus clubes. (…) A sua voz [das equipas] tem de ser ouvida. Com os ‘actores’ pagantes, nós fornecemos o ‘palco’ para eles actuarem e, se não estão satisfeitos com essa parte do plano de negócios, se não lhes damos um retorno atraente sobre o seu investimento e não há visibilidade porque estão sempre com medo de uma nova mudança sem consulta e têm muitos problemas na gestão diária das suas equipas, então eles vão para outro sitio”, começou por explicar Vatanen, acrescentando que ainda é muito cedo para analisar quem está em melhor posição.

 

“Claro que no paddock não se consegue medir bem estas coisas uma vez que há muitas informações erradas a circular. Limito-me à tarefa que tenho em mãos – não tentando adivinhar quantos ovos tenho no cesto. Eles não vão abrir antes de 23 de Outubro e permanecem em segredo, por isso para quê desperdiçar energia em algo como isso. Não sei o que vai acontecer na altura”, afirmou, muito metaforicamente, Vatanen.

 

“É óbvio que as pessoas têm aspirações e, com toda a modéstia, sinto que muitas dessas aspirações para um novo início estão a ser canalizadas através de mim e da minha equipa. Isso é tudo o que eu posso dizer”, acrescentou. “Não é [uma campanha] contra o Jean nem é contra ninguém. É o que eu sinto. Quanto disto se vai traduzir em votos no Dia-D ainda é uma incógnita, mas nunca me preocupei com isso. No final de contas, cada segundo vale a pena”.

Para encerrar Vatanen abordou a pequena política de Jean Tody, o qual acusou de estar recebendo apoio da própria Federação

Aprendi a minha lição. Nunca disse uma palavra negativa acerca do Jean nem uma palavra negativa sobre o Max [Mosley]. No meu currículo de exposição pública nos últimos 30 anos eu nunca critiquei as pessoas pessoalmente. Mas posso cometer erros, e se o fizer, por favor perdoem-me. Nos meus anos no Parlamento Europeu eu não podia dizer a verdade sobre os meus colegas, por isso não dizia nada – e nunca os critiquei. Nunca. Não é o meu estilo. Deverei ter cometido um erro e as pessoas concentraram-se num único comentário”, garantiu.

 

Anúncios

Ações

Information

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: